É tempo de caqui
As bancas de frutas estão mais coloridas com a presença dessa deliciosa fruta: o caqui. De onde será que ele veio? Que benefícios ele nos traz? Vamos saber um pouco mais sobre o caqui?
Caqui: origem e
adaptação
O caqui é originário da China, e é o fruto da árvore da família
Ebenaceae. Tornou-se adaptada no Japão, onde ganhou muita popularidade com o
nome japonês de kaki (柿).
A
árvore se dá bem em climas amenos e frios, subtropical e temperado. É bastante
cultivada em Portugal, especialmente na região das Beiras. Lá a árvore é
conhecida como diospireiro e a fruta é chamada dióspiro, termo que vem do grego
dióspuron, que significa “alimento de
Zeus”.
Porém,
as primeiras variedades mais doces da fruta chegaram no Brasil trazidas por
imigrantes japoneses em 1906. Antes disso, só se conhecia por aqui a de tipo
adstringente, aquela que “amarra a boca”.
O
cultivo foi bem adaptado na região sul do Brasil e em São Paulo, especialmente
em Itatiba e Mogi das Cruzes, que ficou conhecida como “terra do caqui”.
Tipos mais
consumidos no Brasil
Caqui Rama Forte
Coloração vermelha, polpa de consistência mole e
gelatinosa;
Caqui Taubaté
Coloração vermelha, polpa de consistência mole.
Este requer cuidado no transporte, pois amassa facilmente;
Caqui Giombo (tipo chocolate)
Alaranjado, de consistência firme e crocante;
Caqui Fuyu
Alaranjado e de consistência firme.
Benefícios à saúde
O
caqui é excelente fonte de vitaminas E e C.
O tipo
chocolate, além dessas, fornece ainda as vitaminas A, B1 e B2. Também oferece a
vantagem de ter menos calorias (cerca de 80 por 100 gr).
Caqui em
geral é rico em cálcio, ferro e outros
sais minerais, além de proteínas.
O rama
forte, mais vermelho e mais molinho é muito doce e as pessoas precisam tomar
cuidado com a alta concentração de glicose e consumir com moderação.
A
fruta é rica também em outro componente fundamental para manter a saúde: betacaroteno,
que atua como antioxidante e combate a formação de radicais livres.
É uma
boa fonte de licopeno, um fitoquímico com importante atuação na defesa do
organismo.
Caqui
é benéfico para a estrutura óssea, para a visão, unhas e cabelos. Eneida Gomes
da Cunha, nutricionista do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) assevera
que o consumo do caqui contribui para o retardamento do envelhecimento. Ela
acrescenta ainda que ele tem efeito no bom funcionamento do intestino e também
como calmante.
Boa escolha
A
fruta tem certo peso, e sua casca é muito fina, de modo que é preciso ser bem
embalado para venda.
Na
hora da compra deve-se escolher aqueles que estejam firmes, livre de rachaduras
e com coloração uniforme.
A
recomendação é consumi-lo in natura,
ou seja, cru. Para quem gosta de bater a fruta para consumir em forma de suco,
o consumo deve ser imediato porque, além de perder parte das vitaminas rapidamente
o sabor sofre alteração.
É
importante lavá-lo com delicadeza um a um e só na hora de consumir.
Tempo da colheita
A
colheita do caqui começa no final de janeiro e vai até agosto, sendo que o
pique da safra é entre os meses de março a maio.
Este
ano deu uma boa safra. Aproveitemos, então, enquanto é tempo de caqui.
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